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Recursos energéticos-Características dos carvões

   A evolução dos carvões reflecte-se na natureza dos seus constituintes como por exemplo, no teor de carbono, voláteis, produção de cinzas, sendo determinada pelas condições de sedimentação e da diagénese.

 

Com base na origem e nos processos evolutivos que os sedimentos experimentam são classificados em:

 

   Turfa – Carvão mais pobre e menos evoluído, castanho ou negro muito pouco denso. Apresenta uma grande quantidade de fragmentos de plantas herbáceas. Arde com chama fuliginosa e cheira de ervas secas queimadas. Forma-se em regiões pantanosas – turfeiras – a partir da incarbonização parcial de plantas herbáceas.

 

   Legnite – Carvão castanho-escuro ou negro. Terroso ou consistente, combustível pobre com muita água, a sua exploração não é muito rentável.

 

Carvão betuminoso – Apresenta zonas baças e com brilho, correspondendo respectivamente, a detritos e a substância intersticial. Arde facilmente com pouco fumo e elevado poder calórico. É o carvão com o maior interesse económico, 80 a 90 % de teor de carbono.

                                                  

Antracite – Carvão negro, compacto. Detritos lenhosos bastantes transformados, dispersos numa pasta homogénea abundante. Arde com dificuldade quase sem chama nem fumos. Mais de 90% de carbono.

 

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Recursos energéticos-Génese do carvão

 O carbonífero ocorreu há cerca de 300 M.a num único local de clima suave, húmido e com vegetação muito abundante. A acumulação dessa vegetação nos solos lagos e fundo dos pântanos, posteriormente cobertas por sedimentos originaram os carvões.

 Génese:

   O carvão fóssil é uma rocha sedimentar, combustível cuja génese resulta da sedimentação e acumulação dos restos vegetais em bacias sedimentares pouco profundas, os quais estiveram submetidas a um processo de afundimento e compactação.

  Fases da génese:

Acumulação dos restos vegetais

Incarbonização

 

Acumulação

 → A abundância de fósseis de plantas em camadas de carvão sugere que a sua formação está associada a zonas pantanosas.

→ Nestes locais, a grande quantidade de matéria orgânica existente provoca o enterramento destes restos vegetais 

→ A acumulação de restos vegetais modifica-se gradualmente em turfa, uma massa porosa na qual se podem ainda reconhecer raízes, folhas e outros restos de plantas.

→ À medida que a turfa fica em zonas mais profundas, ocorre a transformação química em lignite, um tipo de carvão de baixa dureza. Com a continuação deste processo, a lignite transforma-se em carvão betuminoso, que por sua vez, passa a antracite.

 

A acumulação pode ser:

 

 AutóctoneOs restos vegetais acumulam-se no próprio local, em condições anaeróbicas o que impede a putrefacção. Os ambientes apropriados são as águas calmas, como as pantanoas lagunares.

Alóctone quando os restos vegetais são transportados para outro local onde se depositam. Durante a deposição dos restos vegetais também se depositam outros sedimentos de diferentes granulometrias originando assim sequências rítmicas, em que há alternância entre matéria orgânica e mineral. 

 

Incarbonização

 

   Processo natural realizado em ambientes anaeróbicos em que ocorre enriquecimento da matéria orgânica em carbono por perde progressiva de Hidrogénio, azoto e oxigénio. Existem duas fases: 

 

Fase externa – Ocorre próximo á superfície. É um processo bioquímico produzido por microrganismos, em condições anaeróbias em que vai originar a turfa.

 

Fase interna – Ocorre em profundidades diversas. As alterações químicas que ocorrem são essencialmente geológicas. A pressão e temperatura são factores importantes, pois a pressão é responsável pelas alterações físicas. 

 

 Observem a seguinte figura síntese:

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