Recursos biológicos 8º ano

A alimentação é uma necessidade primária da qual depende a sobrevivência da Humanidade. Por isso, os recursos alimentares são aqueles que mais preocupam o Homem. Face a crescente procura dos recursos alimentares deixou-se de utilizar a agricultura tradicional optando-se pela agricultura intensiva que é a forma mais barata e eficaz de obter alimento. Para isso, desenvolveram-se máquinas agrícolas para o cultivo intensivo das terras e passaram-se utilizar fertilizantes, herbicidas e pesticidas para obter alimentos mais rapidamente. Face a este crescimento, procedeu-se ao derrube indiscriminado de árvores, para a obtenção de terrenos agrícolas.

A intensa exploração dos solos pelas actividades agrícolas tem sido, entre outras, a causadora do empobrecimento e poluição dos solos e da água.

Recursos biológicos – criação intensiva

Este sector representa recursos biológicos muito diversificados, já que o homem utiliza os animais para diversos fins, como, a alimentação, o vestuário, o calçado, o mobiliário, a medicina entre outros. Também com o aumento exponencial da população humana nas últimas décadas, o homem foi obrigado a exploração neste sector. Assim, surgiram os aviários, suinicultoras, bovinicultores, e a piscicultura.

 

Tanto os aviários, suiniculturas e bovinicultoras são formas de criação maciça de animais, proporcionando quantidades de alimentos, que muitas vezes, excedem as necessidades das populações, para isso tornou-se fundamental o uso de medicamentos em animais para lhes estimularem o crescimento à custa da administração de hormonas. Devido a esse facto, actualmente, existem normas sobre a medicação e alimentação dos animais para protegerem a saúde dos cidadãos.

 

A piscicultura, consiste na criação de peixes em viveiros (aquacultura) para colmatar a dificuldade da sua aquisição em quase todo o mundo, contudo o seu desenvolvimento industrial pode causar poluição. Por vezes, estes peixes criados em condições artificiais podem contrair doenças tendo que ser tratados com antibióticos e outros produtos químicos, mas se for praticada com moderação este risco é diminuto. Através desta actividade, várias espécies de pescado chegam aos supermercados em quantidades que não seria possível através da pesca, estes são também mais baratos de que os tradicionais.

Recursos biológicos – caça e pesca

 Como sabem, a caça consiste na obtenção de animais selvagens e esta predominou durante milénios. Contudo, a prática excessiva desta actividade e a caça furtiva pode levar a extinção de várias espécies, daí termos que respeitar certas normas. No entanto, esta prática torna-se importante para o equilíbrio dos ecossistemas quando não existem predadores naturais.

    A pesca tal como a caça é uma actividade que o homem sempre desenvolveu, também com o aumento exponencial da população este recurso foi constantemente explorado de tal maneira que, a situação ficou tão dramática que a União europeia e a FAO, determinaram cotas de captura, interdições e a adopção de práticas de pescas sustentáveis. Portugal segue estas normas, mas países em desenvolvimento como por exemplo a China, está a tornar os esforços da FAO ineficazes. Para evitar a extinção e aumentar a disponibilidade destes recursos, procede-se a criação de certas espécies em aquacultura (piscicultura), como já anteriormente referido.

Recursos biológicos – exploração florestal

Estes incluem todos os produtos da floresta – matérias-primas, alimentos e paisagem para recreio e lazer. A madeira como sabem é usada nas indústrias de mobiliário e papel, pois apesar do avanço tecnológico, o papel, é ainda hoje, um suporte muito utilizado. No caso de Portugal, a madeira de eucalipto é a principal matéria – prima usada no fabrico do pape, pois este apresenta um rápido crescimento. As resinas servem para a indústria das tintas e vernizes. Os frutos e sementes como as castanhas, nozes e pinhões e cogumelos comestíveis têm como destino a indústria.

Recursos biológicos-importância da sustentabilidade

A produção e o consumo desregrados de recursos biológicos têm consequências negativas para os ecossistemas e também para as populações humana, como a destruição de habitats, a poluição e a extinção de espécies.

Um exemplo da destruição de habitats na floresta tropical é a desflorestação causada pelo abate de árvores para o comércio de madeira exótica e para obtenção de terrenos de pastagens e campos de cultivo. Em Portugal, a substituição da floresta por monoculturas de pinheiros e eucaliptos, além aumentar a ocorrência de incêndios florestais, tem provocado a diminuição da biodiversidade.

Um exemplo de poluição devida a agro-pecuária intensiva é a poluição da água e dos solos, quer por excesso de agroquímicos intensiva é a poluição da água e dos solos, quer por excesso de agroquímicos quer por lançamento dos excrementos (fezes) dos animais 

Um exemplo de extinção de espécies é o excesso de pesca. Apesar de podermos considerar o mar como uma fonte inesgotável de recursos alimentares, verifica-se anualmente a diminuição dos produtos de pesca em zonas antes ricamente povoadas. Este facto deve-se à sobreexploração – exploração não sustentável dos recursos marinhos, provocando a sua diminuição rápida, que poderá levar a extinção de algumas espécies.

Se cada cidadão produzir e consumir os recursos biológicos de uma forma mais inteligente, estes podem ser explorados de modo a que não se esgotem. A exploração sustentável dos recursos provoca menos poluição evita destruir a natureza.

 

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